Para refletir: 4 tipos de comportamentos de respostas que você pode se deparar em suas entrevistas

Recentemente o time da 99Hunters precisou crescer mais um pouco e, como usual, começamos a conversar internamente sobre as características dos perfis que nós iríamos procurar para compor a equipe. Depois de muitas conversas sobre o que gostaríamos, comecei uma reflexão sobre meus quase 10 anos de sala de entrevista sobre como “investigar” para conhecer melhor a pessoa com quem estou conversando – convenhamos que uma difícil missão para ser executada em alguns minutos, certo? Independente das pessoas, lembrei de alguns comportamentos dentro dessa dinâmica de perguntas e respostas que sempre aconteciam hora ou outra, como se fossem um padrão.

Mas, afinal, quais são os cuidados que você deve ter na hora de elaborar a estratégia de perguntas para uma entrevista? Como as perguntas podem impactar essa dinâmica? Focar em profissionais que trazem exatamente a resposta que você está esperando não significa trazer alguém de perfil muito parecido? 

Na minha cabeça, sempre parece existir uma premissa para começar minhas perguntas que passam por expor ou não expor 100% meu ambiente para a pessoa na hora da entrevista antes de conhecer a maneira como ela pensa. Enfim:

Devo expor os valores e a dinâmica da minha empresa antes de conhecer a forma como a pessoa pensa?

Na hora de contratar alguém para o meu time, uma dúvida sempre me vem à cabeça: devemos entender quais são os aspectos comportamentais que compõem a dinâmica da empresa e do time para colocar todas as cartas na mesa logo de cara, para que a pessoa possa conversar comigo, sabendo dos reais desafios, ou é melhor que eu apenas tente traçar um perfil comportamental da pessoa entrevistada, através de perguntas por competência (confere aqui esse conteúdo da Gupy se você não sabe o que é entrevista por competência) e, dessa forma, entender como ela pode se encaixar no meu time e não influenciando suas repostas durante o bate-papo?

Como mencionei anteriormente, durante minha jornada no mundo do recrutamento, notei que alguns padrões comportamentais de respostas são bem recorrentes e para te ajudar com suas entrevistas, resolvi antecipar essas possibilidades que você pode encontrar para que possa pensar em como lidar com eles no seu caso. Sem mais delongas, abaixo alguns tipos de personalidades que me deparei:


Mentindo para si mesmo

Após jogar todas as cartas na mesa sobre a sua dinâmica de time, a pessoa adapta o discurso das respostas com base no que você contou a ela e tentar fazer com que você escute o que ‘gostaria de escutar’, entretanto, ela não notou que está, na verdade, não somente mentindo para você, como para ela mesma. Do lado de quem está entrevistando, pode ficar a impressão de uma conversa bastante superficial ou de respostas forçadas, ou acontecer de se levar pela emoção e achar que encontrou a pessoa dos sonhos para o time. Portanto, muito cuidado com querer contratar sem base comparativa e correndo com o processo porque tem ‘muitas outras demandas’ para resolver.

A “sincerona”

Depois de abrir o jogo em relação ao seu dia a dia, provavelmente se depare com algumas pessoas extremamente sinceras, do seu ponto de vista. Aqui existe um fator curioso, pois dependendo das respostas, você pode ficar tentado a convencer esta pessoa a trabalhar com você, mesmo que ela não queira. Isso é, pode haver uma sensação de que essa é a pessoa certa para dar uma repaginada no que estava faltando e mudar a maneira como algumas coisas estão sendo feitas. Aqui, cabe analisar muito bem todos os lados e entender se essa pessoa pode representar realmente essa mudança ou ser apenas um grande furacão dentro do seu time. Caso entenda que realmente vale a pena convencê-la, será necessário que estabeleça um tempo para que as coisas possam se adaptar e deixar muito claro a ela que, por vezes, mudanças demandam tempo e energia e que, embora ela seja um agente de mudança, nada se altera do dia para a noite.

Aventureiros

Aqui, nesse caso, você também deixou tudo muito claro sobre como funciona. Bom, existem também aquelas pessoas que parecem que nunca estão muito contentes com a zona de conforto. Que estão sempre em busca de ‘novos problemas’, quero dizer, novos desafios rs. Aqui, é sempre algo mais fácil de identificar, a pessoa parece ficar encantada pelos problemas e demonstrar possíveis soluções com um olhar bastante positivo sobre cada um dos desafios que você contou a ela. Veja, nem tudo são flores, essas pessoas estão conversando contigo, pelo mesmo motivo que estão saindo e entrando de suas empresas, pela falta ou pela oportunidade de um novo desafio. E aí, você tem estoque suficiente para esse perfil?

Questionadores de plantão

Você decidiu percorrer o outro caminho e decidiu analisar mais da pessoa através de perguntas comportamentais, antes de dizer o que de fato acontece por aí na sua empresa. Bom, pela limitação de exposição de cenários aqui, muito provavelmente você fará com que a pessoa tenha possíveis 2 comportamentos, ou um total desinteresse e te forneça respostas rasas, tentando buscar exemplos que não vão chegar próximo da sua realidade ou que, após tentar responder suas perguntas com um cenário aproximado vai te questionar em relação a algo, ou seja, te forçar a contar o que está acontecendo. Dependendo do tipo de comportamento, pode ser que, pelas vias mais difíceis, você tenha encontrado um perfil bem interessante.

Em resumo, você possivelmente encontrará uma infinidade de cenários e possibilidades, permita-se explorar suas conversas das mais variadas formas e vá testando o que pode se adaptar melhor ao seu processo de entrevista. Não existe fórmula mágica para nada. 

*Esse texto reflete a opinião da pessoa autora e não necessariamente da 99Hunters

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